Author Archives: Carlos Reis

About Carlos Reis

Professor de literatura portuguesa e de teoria da literatura na Univ. de Coimbra, onde se licenciou e doutorou. Foi diretor da Biblioteca Nacional (1998-2002) e reitor da Univ. Aberta (2006-2011). É autor de diversos livros e artigos sobre Eça de Queirós e a sua obra e também (com Ana Cristina M. Lopes), de um Dicionário de Narratologia. Foi professor visitante em universidades brasileiras, norte-americanas e espanholas. É coordenador da Edição Crítica das Obras de Eça de Queirós (Imprensa Nacional-Casa da Moeda) e da História Crítica da Literatura Portuguesa (Verbo). É autor dos seguintes blogues: https://figurasdaficcao.wordpress.com http://queirosiana.wordpress.com

Figuras da Ficção 5: programa provisório

Está já disponível o programa provisório do 5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção (20, 21 e 22 de novembro próximo, na Faculdade de Letras de Coimbra), organizado pelo Centro de Literatura Portuguesa (ver aqui)

Podem ainda ser realizadas, até 31 de outubro, inscrições para participação sem comunicação (ficha de inscrição aqui).

São conferencistas convidados Brian RichardsonMarie-Laure RyanRalf Schneider Raphaël Baroni.

Veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FcBn2w05yXQ&feature=youtu.be

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5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção

Realiza-se a 20, 21 e 22 de novembro próximo o 5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção.

Foram apresentadas, dentro do prazo estabelecido, cerca de 100 propostas de comunicação, provindas de 15 países diferentes, atingindo-se assim um grau de internacionalização considerável.

São conferencistas convidados Brian Richardson, Marie-Laure Ryan, Ralf Schneider e Raphaël Baroni.

Veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FcBn2w05yXQ&feature=youtu.be

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Estudos Narrativos e Media

Uma das áreas de estudo que, na última década, tem suscitado maior interesse por parte de investigadores dos media é precisamente a dos Estudos Narrativos. Sobretudo nos últimos anos, nos Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra e Brasil, foram publicados diversos títulos sobre a narrativa mediática, em parte devido à emancipação do estudo da narrativa em relação às fronteiras dos estudos literários, mas sobretudo devido à perceção de que, na última década, os media assistiram a uma mudança muito profunda no seu funcionamento devido ao desenvolvimento da WEB 2.0 (…).

Desde sempre, 0 campo dos media foi dominado, em termos textuais e discursivos, pela narrativa, facto a que não é alheia a matriz representacional dos media de informação. Bastará recordar que 0 jornalismo, quando passa da condição de ofício para a de nova profissão, na transição do século XIX para 0 século XX, optou precisamente por se autodefinir como ramo de representação objetivada da realidade, criando, inclusive, para 0 efeito, superestruturas narrativas muito próprias e codificadas, acompanhadas de regras retóricas relativamente restritas e estabilizadas.

Por outro lado, se olharmos para os media que sucederam ao jornal impresso, como a rádio, 0 cinema, a televisão e para a influência que a Web, mais recentemente, exerceu sobre eles, percebe-se que, mesmo fora dos formatos noticiosos, 0 investimento em conteúdos de cariz narrativo foi sempre dominante: desde os folhetins radiofónicos, às radionovelas, passando pelos filmes, primeiro mudos e depois sonoros, até às abordagens mais sofisticadas dos formatos televisivos ou à construção da publicidade. Também no âmbito da comunicação política, da comunicação publicitária ou da comunicação organizacional, a narrativa adquiriu, nas últimas décadas, um espaço considerável enquanto estratégia discursiva, quer como procedimento de institucionalização do sentido (…),  quer como instrumento de persuasão ou manipulação.

(Ana Teresa Peixinho e Bruno Araújo, “Introdução” a   Narrativa e Media. Géneros, Figuras e Contextos. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2017, pp. 7-8).

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Marie-Laure Ryan em Figuras da Ficção 5

Marie-Laure Ryan nasceu em Genève e vive atualmente nos Estados Unidos, em Boulder (Colorado). A sua formação inicial decorreu na Suíça e, subsequentemente, nos Estados Unidos, na Universidade de Utah (MA em Linguística; MA em Alemão; Ph.D em Francês). Mais tarde, fez pós-graduação em Informática, na Universidade da Califórnia, San Diego.

Entre outras posições académicas que ocupou, foi Fellow, na Cornell Society for the Humanities (1999), Scholar in Residence, no Departamento de Inglês da Universidade de Colorado (2009-2010) e Gutenberg Fellow, na Johannes Gutenberg University, em Mainz (2010-2011).

Marie-Laure Ryan é uma investigadora de projeção mundial, nas áreas dos Estudos Narrativos, dos Estudos Mediáticos e da Cibercultura. Entre a sua vasta e influente bibliografia incluem-se os seguintes títulos: Possible Worlds, Artificial Intelligence, and Narrative Theory (1991); Narrative across Media. The Languages of Storytelling (2004; organizadora); Avatars of Story (2006); Intermediality and Storytelling (2010; com Marina Grishakova); Storyworlds across Media: Toward a Media-Conscious Narratology (2014; co-organizadora, com Jan-Noël Thon); Narrative as Virtual Reality 2. Revisiting Immersion and Interactivity in Literature and Electronic Media (2015); Narrating Space / Spatializing Narrative. Where Narrative Theory and Geography Meet (2016; com Kenneth Foote e Maoz Azaryahu).

É autora de dezenas de artigos em revistas e em volumes coletivos, membro do comité editorial da revista Style e da coleção Frontiers of Narrative (University of Nebraska Press) e co-editora da Routledge Encyclopedia of Narrative Theory (2005; com David Herman e Manfred Jahn) e de The Johns Hopkins Guide to Digital Media (2014; com Lori Emerson e Benjamin J. Robertson).

Em 1992 foi distinguida com o Annual Prize for Independent Scholars (Modern Language Association), pelo livro Possible Worlds, Artificial Intelligence and Narrative Theory; em 2002 recebeu o Jeanne and Aldo Scaglione Prize for Comparative Literary, atribuído a Narrative as Virtual Reality pela Modern Language Association.

Marie-Laure Ryan é conferencista convidada no Colóquio Figuras da Ficção 5.

 

 

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Colóquio Figuras da Ficção 5

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30 de Junho de 2017 · 18:48

Raphaël Baroni

Professor Associado no Departamento de Francês Língua Estrangeira na Universidade de Lausanne, lecionou na Universidade de Michigan (E.U.A.).

As suas principais áreas de trabalho dizem respeito à análise do tempo narrativo, da intriga e da sequência, em linha com os modernos estudos narrativos e transmediáticos. Neste último campo, escreveu vários artigos onde equaciona a aplicação da narratologia a áreas como a música, a imagem, as séries televisivas ou a banda desenhada. Além disso, tem desenvolvido investigação sobre didática do francês e da linguística textual.

Raphaël Baroni é autor da obra La tension narrative. Suspense, curiosité, surprise (Seuil, 2007).  Publicou depois  L’oeuvre du temps. Poétique de la discordance narrative (Seuil, 2009).  Recentemente, co-editou o volume Narrative Sequence in Contemporary Narratology (Ohio State Univ. Press, 2016).

Membro do conselho editorial de Cahiers de Narratologie e do conselho redatorial da revista A Contrario, Raphaël Baroni é  co-fundador, juntamente com Françoise Revaz, do Reseau Romand de Narratologie (Narratology Network of French-speaking Switzerland) e do GrEBD (Groupe d’étude sur la BD).

Escreveu o verbete “Tellability” para The Living Handbook of Narratology

Raphaël Baroni é conferencista convidado no colóquio “Figuras da Ficção 5” (20 e 21 de novembro de 2017).

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Ralf Schneider

Natural de Aachen, na Renânia, Ralf Schneider doutorou-se em 1999, na Universidade de Colónia.
Fez um pós-doutoramento na Universidade de Freiburg, onde lecionou durante o ano de 2004-2005. Desde então, tem sido professor de Literatura e Cultura Britânicas, na Universidade de Bielefeld, na Alemanha.
As suas áreas científicas de interesse atual são a narratologia cognitiva, os estudos narrativos, as relações entre a literatura e a guerra, bem como a representação narrativa da migração no romance britânico contemporâneo. Publicou trabalhos sobre a teoria e a análise de personagens literárias, sobre a narrativa vitoriana e sobre a cultura e a literatura britânicas.
Em 2000 publicou Grundriss zur kognitiven Theorie der Figurenrezeption am Beispiel des viktorianischen Romans, onde procurou aplicar a teoria cognitiva ao romance da era vitoriana. Editou, conjuntamente com Fotis Jannidis e Jens Eder,  Characters in Fictional Worlds: Understanding Imaginary Beings in Literature, Film, and Other Media (Walter de Gruyter, 2010), obra de referência nos estudos narratológicos modernos, pensados em função dos seus desenvolvimentos transmediáticos. Ainda no âmbito da narratologia, editou, com Markus Heitner, Blending and the Study of Narrative: Approaches and Applications (Walter de Gruyter, 2012).
No domínio da literatura britânica co-editou Anthologies of British Poetry: Critical Perspectives from Literary and Cultural Studies (2000) e Making of Modern Tourism: The Cultural History of the British Experience, 1600-2000 (2002). Recentemente, escreveu um capítulo para o livro The Making of English Popular Culture editado por John Storey (2016).
Ralf Schneider é conferencista convidado no colóquio “Figuras da Ficção 5” (20 e 21 de novembro de 2017).

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