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Figuras da Ficção 5: Programa Final

O 5.º Colóquio Internacional Figuras da Ficção: Dinâmicas da Personagem terá lugar a 20, 21 e 22 de novembro de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O evento, com organização do Centro de Literatura Portuguesa, contará com a presença dos professores convidados  Brian Richardson (U. de Maryland), Raphaël Baroni (U. de Lausanne) e Marie-Laure Ryan (U. de Colorado em Boulder).

(Ver notícia e programa final)

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Figuras da Ficção 5: programa provisório

Está já disponível o programa provisório do 5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção (20, 21 e 22 de novembro próximo, na Faculdade de Letras de Coimbra), organizado pelo Centro de Literatura Portuguesa (ver aqui)

Podem ainda ser realizadas, até 31 de outubro, inscrições para participação sem comunicação (ficha de inscrição aqui).

São conferencistas convidados Brian RichardsonMarie-Laure RyanRalf Schneider Raphaël Baroni.

Veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FcBn2w05yXQ&feature=youtu.be

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5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção

Realiza-se a 20, 21 e 22 de novembro próximo o 5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção.

Foram apresentadas, dentro do prazo estabelecido, cerca de 100 propostas de comunicação, provindas de 15 países diferentes, atingindo-se assim um grau de internacionalização considerável.

São conferencistas convidados Brian Richardson, Marie-Laure Ryan, Ralf Schneider e Raphaël Baroni.

Veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FcBn2w05yXQ&feature=youtu.be

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Colóquio Figuras da Ficção 5

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30 de Junho de 2017 · 18:48

Ralf Schneider

Natural de Aachen, na Renânia, Ralf Schneider doutorou-se em 1999, na Universidade de Colónia.
Fez um pós-doutoramento na Universidade de Freiburg, onde lecionou durante o ano de 2004-2005. Desde então, tem sido professor de Literatura e Cultura Britânicas, na Universidade de Bielefeld, na Alemanha.
As suas áreas científicas de interesse atual são a narratologia cognitiva, os estudos narrativos, as relações entre a literatura e a guerra, bem como a representação narrativa da migração no romance britânico contemporâneo. Publicou trabalhos sobre a teoria e a análise de personagens literárias, sobre a narrativa vitoriana e sobre a cultura e a literatura britânicas.
Em 2000 publicou Grundriss zur kognitiven Theorie der Figurenrezeption am Beispiel des viktorianischen Romans, onde procurou aplicar a teoria cognitiva ao romance da era vitoriana. Editou, conjuntamente com Fotis Jannidis e Jens Eder,  Characters in Fictional Worlds: Understanding Imaginary Beings in Literature, Film, and Other Media (Walter de Gruyter, 2010), obra de referência nos estudos narratológicos modernos, pensados em função dos seus desenvolvimentos transmediáticos. Ainda no âmbito da narratologia, editou, com Markus Heitner, Blending and the Study of Narrative: Approaches and Applications (Walter de Gruyter, 2012).
No domínio da literatura britânica co-editou Anthologies of British Poetry: Critical Perspectives from Literary and Cultural Studies (2000) e Making of Modern Tourism: The Cultural History of the British Experience, 1600-2000 (2002). Recentemente, escreveu um capítulo para o livro The Making of English Popular Culture editado por John Storey (2016).
Ralf Schneider é conferencista convidado no colóquio “Figuras da Ficção 5” (20 e 21 de novembro de 2017).

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Brian Richardson

Professor na Universidade de Maryland (E.U.A),  lecionou também nas Universidades da Flórida, de Tübingen (Alemanha) e de Aarhus (Dinamarca). Doutorou-se em 1988, na Universidade de Washington. Entre as suas principais áreas de interesse científico incluem-se o modernismo no plano internacional, a ficção pós-moderna, a teoria narrativa, o estudo do romance e a poética do drama. O seu trabalho neste último domínio tem incidido, em especial, sobre  Joseph Conrad, James Joyce, Virginia Woolf e Samuel Beckett. Tem-se debruçado especificamente sobre textos antirrealistas de teor experimental, a partir dos quais desenvolveu pesquisa sobre “narrativa não-natural” (unnatural narrative).

Brian Richardson é autor de Unlikely Stories. Causality and the Nature of Modern Narrative (1997), Narrative Dynamics. Essays on Time, Plot, Closure, and Frames (2002), Unnatural Voices: Extreme Narration in Modern and Postmodern Fiction (2006)  e Unnatural Narrative: Theory, History and Practice (2015). Em 2012 editou, com David Herman, James Phelan, Peter Rabinowitz e Robyn Warhol, o volume Narrative Theory: Core Concepts & Critical Debates.

Foi editor convidado do número especial da revista Style (34, 2000) intitulado Concepts of Narrative. Em 2011, este mesmo periódico encarregou-o do volume dedicado ao conceito de autor implicado, onde procedeu a um balanço sobre o tema: “The Implied Author: Back From the Grave or Simply Dead Again?” (pp. 1-10).

Brian Richardson é conferencista convidado no colóquio “Figuras da Ficção 5” (20 e 21 de novembro de 2017).

 

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Figuração da baiana

Na introdução de Carmen Miranda. Race, Camp, and Transnational Stardom (Vanderbilt University Press),   Kathryn Bishop-Sánchez  escreve: “Este é um livro acerca da criação, da interpretação e da imitação da imagem de Carmen Miranda, tal como foi filtrada, primeiro pela sociedade brasileira dos anos 30, depois por Broadway e Hollywood, do fim dos anos 30 até meados dos anos 50 e também acerca da importância social, política e cultural deste ícone de Hollywood, que suscita interesse até aos nossos dias” (p.  2).

O livro Carmen Miranda. Race, Camp, and Transnational Stardom não é uma biografia, no sentido convencional do termo. O que aqui está em causa é a construção de uma personagem que emana de um trajeto de vida singular: do nascimento português (em Marco de Canavezes) ao estrelato em Hollywood, a imagem de Carmen Miranda foi sendo construída pela articulação de dispositivos que dela fizeram uma figura. Ou seja, uma espécie de persona, motivada e modelada pela retórica mediática do seu tempo: a rádio e o cinema, como contextos de representação do espetáculo musical e da performance coreográfica.  E também a televisão, ainda em afirmação nos anos 50 e dependendo em vários aspetos dos discursos daqueles media. Curiosamente, foi para um programa de televisão, o então famoso Jimmy Durante Show, que a artista filmou a sua última atuação, poucas horas antes de morrer.

Nos seis capítulos do livro de Kathryn Bishop-Sánchez (mais uma conclusão), podemos ler a análise minuciosa da figuração da baiana, como imagem de marca que confina e mesmo se conjuga com dois outros sentidos: o da raça (“Miranda and Afro-Brazilianness on the Carioca Stage of the 1930s”) e o do exótico. Foi sobretudo neste último que se apoiou a “exportação” de Miranda para o cenário mediático norte-americano, uma opção artística recebida com reticências  pela consciência crítica brasileira, que recusava o estereótipo da baiana e os  atavios da sua indumentária garrida.

O capítulo central do livro de Bishop-Sánchez é consagrado à chamada estética camp. Em geral, a performance de Carmen Miranda constitui um terreno fértil para uma reflexão  centrada naquilo que um ensaio clássico de Susan Sontag identificou como os procedimentos camp: a  hipertrofia, a ostentação, a teatralidade provocatória  e  a artificial deformação de comportamentos, em confronto com o equilíbrio do chamado gosto prevalecente. É nesse domínio que se situa a figuração de Carmen Miranda, ilustrada por documentos iconográficos muito expressivos. Em função dessa figuração, compreende-se a sobrevida de Carmen Miranda; nesse sentido, a sua figura permanece ativa, em derivas e em imitações que permitem falar não apenas na sua condição de ícone, mas também no legado que ela inspirou.

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