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5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção

Realiza-se a 20, 21 e 22 de novembro próximo o 5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção.

Foram apresentadas, dentro do prazo estabelecido, cerca de 100 propostas de comunicação, provindas de 15 países diferentes, atingindo-se assim um grau de internacionalização considerável.

São conferencistas convidados Brian Richardson, Marie-Laure Ryan, Ralf Schneider e Raphaël Baroni.

Veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FcBn2w05yXQ&feature=youtu.be

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Colóquio Figuras da Ficção 5

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30 de Junho de 2017 · 18:48

Ralf Schneider

Natural de Aachen, na Renânia, Ralf Schneider doutorou-se em 1999, na Universidade de Colónia.
Fez um pós-doutoramento na Universidade de Freiburg, onde lecionou durante o ano de 2004-2005. Desde então, tem sido professor de Literatura e Cultura Britânicas, na Universidade de Bielefeld, na Alemanha.
As suas áreas científicas de interesse atual são a narratologia cognitiva, os estudos narrativos, as relações entre a literatura e a guerra, bem como a representação narrativa da migração no romance britânico contemporâneo. Publicou trabalhos sobre a teoria e a análise de personagens literárias, sobre a narrativa vitoriana e sobre a cultura e a literatura britânicas.
Em 2000 publicou Grundriss zur kognitiven Theorie der Figurenrezeption am Beispiel des viktorianischen Romans, onde procurou aplicar a teoria cognitiva ao romance da era vitoriana. Editou, conjuntamente com Fotis Jannidis e Jens Eder,  Characters in Fictional Worlds: Understanding Imaginary Beings in Literature, Film, and Other Media (Walter de Gruyter, 2010), obra de referência nos estudos narratológicos modernos, pensados em função dos seus desenvolvimentos transmediáticos. Ainda no âmbito da narratologia, editou, com Markus Heitner, Blending and the Study of Narrative: Approaches and Applications (Walter de Gruyter, 2012).
No domínio da literatura britânica co-editou Anthologies of British Poetry: Critical Perspectives from Literary and Cultural Studies (2000) e Making of Modern Tourism: The Cultural History of the British Experience, 1600-2000 (2002). Recentemente, escreveu um capítulo para o livro The Making of English Popular Culture editado por John Storey (2016).
Ralf Schneider é conferencista convidado no colóquio “Figuras da Ficção 5” (20 e 21 de novembro de 2017).

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Brian Richardson

Professor na Universidade de Maryland (E.U.A),  lecionou também nas Universidades da Flórida, de Tübingen (Alemanha) e de Aarhus (Dinamarca). Doutorou-se em 1988, na Universidade de Washington. Entre as suas principais áreas de interesse científico incluem-se o modernismo no plano internacional, a ficção pós-moderna, a teoria narrativa, o estudo do romance e a poética do drama. O seu trabalho neste último domínio tem incidido, em especial, sobre  Joseph Conrad, James Joyce, Virginia Woolf e Samuel Beckett. Tem-se debruçado especificamente sobre textos antirrealistas de teor experimental, a partir dos quais desenvolveu pesquisa sobre “narrativa não-natural” (unnatural narrative).

Brian Richardson é autor de Unlikely Stories. Causality and the Nature of Modern Narrative (1997), Narrative Dynamics. Essays on Time, Plot, Closure, and Frames (2002), Unnatural Voices: Extreme Narration in Modern and Postmodern Fiction (2006)  e Unnatural Narrative: Theory, History and Practice (2015). Em 2012 editou, com David Herman, James Phelan, Peter Rabinowitz e Robyn Warhol, o volume Narrative Theory: Core Concepts & Critical Debates.

Foi editor convidado do número especial da revista Style (34, 2000) intitulado Concepts of Narrative. Em 2011, este mesmo periódico encarregou-o do volume dedicado ao conceito de autor implicado, onde procedeu a um balanço sobre o tema: “The Implied Author: Back From the Grave or Simply Dead Again?” (pp. 1-10).

Brian Richardson é conferencista convidado no colóquio “Figuras da Ficção 5” (20 e 21 de novembro de 2017).

 

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Figuração da baiana

Na introdução de Carmen Miranda. Race, Camp, and Transnational Stardom (Vanderbilt University Press),   Kathryn Bishop-Sánchez  escreve: “Este é um livro acerca da criação, da interpretação e da imitação da imagem de Carmen Miranda, tal como foi filtrada, primeiro pela sociedade brasileira dos anos 30, depois por Broadway e Hollywood, do fim dos anos 30 até meados dos anos 50 e também acerca da importância social, política e cultural deste ícone de Hollywood, que suscita interesse até aos nossos dias” (p.  2).

O livro Carmen Miranda. Race, Camp, and Transnational Stardom não é uma biografia, no sentido convencional do termo. O que aqui está em causa é a construção de uma personagem que emana de um trajeto de vida singular: do nascimento português (em Marco de Canavezes) ao estrelato em Hollywood, a imagem de Carmen Miranda foi sendo construída pela articulação de dispositivos que dela fizeram uma figura. Ou seja, uma espécie de persona, motivada e modelada pela retórica mediática do seu tempo: a rádio e o cinema, como contextos de representação do espetáculo musical e da performance coreográfica.  E também a televisão, ainda em afirmação nos anos 50 e dependendo em vários aspetos dos discursos daqueles media. Curiosamente, foi para um programa de televisão, o então famoso Jimmy Durante Show, que a artista filmou a sua última atuação, poucas horas antes de morrer.

Nos seis capítulos do livro de Kathryn Bishop-Sánchez (mais uma conclusão), podemos ler a análise minuciosa da figuração da baiana, como imagem de marca que confina e mesmo se conjuga com dois outros sentidos: o da raça (“Miranda and Afro-Brazilianness on the Carioca Stage of the 1930s”) e o do exótico. Foi sobretudo neste último que se apoiou a “exportação” de Miranda para o cenário mediático norte-americano, uma opção artística recebida com reticências  pela consciência crítica brasileira, que recusava o estereótipo da baiana e os  atavios da sua indumentária garrida.

O capítulo central do livro de Bishop-Sánchez é consagrado à chamada estética camp. Em geral, a performance de Carmen Miranda constitui um terreno fértil para uma reflexão  centrada naquilo que um ensaio clássico de Susan Sontag identificou como os procedimentos camp: a  hipertrofia, a ostentação, a teatralidade provocatória  e  a artificial deformação de comportamentos, em confronto com o equilíbrio do chamado gosto prevalecente. É nesse domínio que se situa a figuração de Carmen Miranda, ilustrada por documentos iconográficos muito expressivos. Em função dessa figuração, compreende-se a sobrevida de Carmen Miranda; nesse sentido, a sua figura permanece ativa, em derivas e em imitações que permitem falar não apenas na sua condição de ícone, mas também no legado que ela inspirou.

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Letras de Hoje

Submissões abertas para a Revista Letras de Hoje (qualificação A1 da CAPES)

Tema: A personagem de ficção (v. 53, n.1, Abril/Junho 2017)

Organizadores: Carlos Reis (Universidade de Coimbra) e Luiz Antonio de Assis Brasil (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)

Sinopse: Partindo da afirmativa Character is plot, atribuída a Henry James, entende-se que todos os elementos da ficção narrativa promanam da personagem que, com seu poder de verossimilhança e força, é capaz de gerar conflitos, provocar tramas e, enfim – se bem construída – seduzir a atenção do leitor até o último capítulo. Trata-se de um tema que está longe de se esgotar, tanto nos estudos acadêmicos tout court quanto nas preocupações dos escritores, envolvidos na quotidiana “luta vã” de que fala Drummond. Essas considerações levam a Revista Letras de Hoje, da PUCRS, a dedicar uma edição a esse relevante tema, recebendo textos inéditos que contemplem uma das seguintes possibilidades: 1. Texto de reflexão (teórico-acadêmico) que diga respeito à personagem e 2. Texto criativo (conto ou capítulo de romance) em que a presença da personagem seja o elemento desencadeador do conflito.

Prazo para submissão de originais: 15 de dezembro de 2016

Previsão de publicação: Abril de 2017

Para submissão do seu texto, consulte

http://revistaseletronicas.pucrs.br/fale/ojs/index.php/fale/about/submissions#onlineSubmissions

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Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa

Encontra-se já online a versão de lançamento do Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa, no endereço http://dp.uc.pt/

Conforme está dito do texto de abertura do website respetivo, este é um projeto em desenvolvimento. Às 30 personagens que agora foram disponibilizadas seguir-se-ão outras, no ritmo de crescimento próprio de um trabalho desta natureza.

Está previsto que o Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa venha a atingir um número total de cerca de 200 personagens.

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