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Dicionário de Estudos Narrativos: apresentação, 4 de dezembro

No próximo dia 4 de dezembro, pelas 18 horas, terá lugar a apresentação do Dicionário de Estudos Narrativos,  na Almedina Rato (Rua da Escola Politécnica, 225; Lisboa). A apresentação estará a cargo de Helena Carvalhão Buescu.

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Ofélia Paiva Monteiro (1935-2018)

O desaparecimento de Ofélia Paiva Monteiro é uma perda irreparável para a universidade portuguesa e para quantos (e foram incontáveis) tiveram o privilégio de com ela dialogar e aprender.

No grupo de investigação “Figuras da Ficção”, Ofélia Paiva Monteiro foi um constante exemplo de empenhada colaboração e de disponibilidade para a inovação. Por várias vezes escrevi e disse que Ofélia Paiva Monteiro era a nossa “figurante honorária”: a muita sabedoria que nela existia, sem ostentação nem espavento, aliada a uma elegância intelectual por todos reconhecida, fizeram de Ofélia Paiva Monteiro uma ativa investigadora do projeto “Figuras da Ficção” e um exemplo para quantos tiveram o privilégio de a ler e de a escutar.

Para o projeto “Figuras da Ficção”, Ofélia Paiva Monteiro escreveu textos, preparou conferências e deu conselhos fecundados pela  sua experiência de investigadora distinta e pela sua imensa cultura literária. Nos workshops do grupo “Figuras da Ficção” e mesmo quando a saúde começava a faltar-lhe, Ofélia Paiva Monteiro era uma presença constante e uma palavra serenamente interventiva, sempre risonha e tolerante; e assim, a colaboração que deu ao Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa foi uma das primeiras e, com naturalidade, a mais autorizada  (vejam-se as entradas Carlos WhitestoneCecília  e Carlos, das Viagens).

A homenagem que, como coordenador do projeto “Figuras da Ficção”, presto a Ofélia Paiva Monteiro é a de quem nela reconhecia uma exemplar condição de mestra que é rara e é preciosa. Disso falei no prólogo do volume de homenagem Uma Coisa na Ordem das Coisas (coord. de C. R.,  J. A. Cardoso Bernardes e Maria Helena Santana), editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, em 2012:  “Não é mestre quem quer, nem é discípulo quem se limita a ouvir com baça passividade. Mestre é aquele que os discípulos escolhem e distinguem, como modelo de inegociável seriedade intelectual. (…) Ofélia Paiva Monteiro foi, é e será a mestra que muitos reconhecemos como tal: os que foram seus alunos, os que não o tendo sido se declaram seus discípulos, os que a leem com proveito certo, os que a ouvem com gosto sempre renovado, os que buscam seguir os caminhos que abriu como universitária irrepreensível.”

Carlos Reis

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Maria dos Prazeres: ironia do nome

Maria dos Prazeres Pessoa de Alva Sancho Silvestre forma com o marido, Álvaro Silvestre, o casal que ocupa o centro da ação deste romance neorrealista [Uma abelha na chuva], publicado por Carlos de Oliveira em 1953. Dela pode dizer-se que, em irónico contraste com o nome de batismo, protagoniza uma história de desamor, solidão e ressentimento.

Oriunda de uma família fidalga em acentuado declínio económico, Maria dos Prazeres é levada a casar-se com um filho de comerciantes e proprietários rurais, consumando assim uma aliança negociada pelos pais de ambos. Para o casamento leva Maria dos Prazeres a fidalguia do sangue e da educação, mas também “a amarga obediência aos pais e o desejo de os ajudar, a curiosidade e o medo, o medo e um pouco de esperança” (Oliveira, 1980: 23). Ficando por esclarecer o objeto concreto dessa esperança, a personagem que o romance nos faz conhecer não deixa dúvidas de que a “amarga obediência”, com que sobe ao altar, se prolonga na eterna amargura que colhe no convívio com o marido – culturalmente distante, psicologicamente doentio e fraco de caráter. Em tudo oposta a estes traços, Maria dos Prazeres é forte, determinada e firme até à dureza. Profundamente orgulhosa, encontra no seu orgulho natural e de casta o meio de controlar as suas emoções e dominar as situações em que intervém. No jogo de hostilidade e conflito a que se reduz a sua vida de casada, cabe-lhe a ela a vitória e ao marido a submissão. (continuar a ler)

Maria do Rosário Cunha, em Dicionário de personagens da ficção portuguesa

 

Laura Soveral, em Uma abelha na chuva (real. de Fernando Lopes)

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Figuras da Ficção 5: Programa Final

O 5.º Colóquio Internacional Figuras da Ficção: Dinâmicas da Personagem terá lugar a 20, 21 e 22 de novembro de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O evento, com organização do Centro de Literatura Portuguesa, contará com a presença dos professores convidados  Brian Richardson (U. de Maryland), Raphaël Baroni (U. de Lausanne) e Marie-Laure Ryan (U. de Colorado em Boulder).

(Ver notícia e programa final)

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Figuras da Ficção 5: programa provisório

Está já disponível o programa provisório do 5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção (20, 21 e 22 de novembro próximo, na Faculdade de Letras de Coimbra), organizado pelo Centro de Literatura Portuguesa (ver aqui)

Podem ainda ser realizadas, até 31 de outubro, inscrições para participação sem comunicação (ficha de inscrição aqui).

São conferencistas convidados Brian RichardsonMarie-Laure RyanRalf Schneider Raphaël Baroni.

Veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FcBn2w05yXQ&feature=youtu.be

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5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção

Realiza-se a 20, 21 e 22 de novembro próximo o 5º Colóquio Internacional Figuras da Ficção.

Foram apresentadas, dentro do prazo estabelecido, cerca de 100 propostas de comunicação, provindas de 15 países diferentes, atingindo-se assim um grau de internacionalização considerável.

São conferencistas convidados Brian Richardson, Marie-Laure Ryan, Ralf Schneider e Raphaël Baroni.

Veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=FcBn2w05yXQ&feature=youtu.be

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Colóquio Figuras da Ficção 5

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30 de Junho de 2017 · 18:48