Monthly Archives: Outubro 2016

Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa

Encontra-se já online a versão de lançamento do Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa, no endereço http://dp.uc.pt/

Conforme está dito do texto de abertura do website respetivo, este é um projeto em desenvolvimento. Às 30 personagens que agora foram disponibilizadas seguir-se-ão outras, no ritmo de crescimento próprio de um trabalho desta natureza.

Está previsto que o Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa venha a atingir um número total de cerca de 200 personagens.

dpfp-2

2 comentários

Filed under Uncategorized

Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa: apresentação

O Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa será apresentado no próximo dia 12, pelas 17 horas, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras de Coimbra.

O Dicionário resulta do projeto “Figuras da Ficção” e está  concebido como uma obra em desenvolvimento, articulada sobre quatro linhas estruturantes:

  • A personagem, como categoria narrativa com grande potencial semântico e diversificada elaboração, em várias épocas e géneros narrativos;
  • A literatura portuguesa, enquanto campo literário que corresponde ao que é usual designar como literatura nacional;
  • A história literária, entendida como processo que envolve transformações que incidem sobre a personagem;
  • Os estudos narrativos, como campo teórico enriquecido por extensões que conduzem a narrativas não literárias e não verbais (cinema, jornalismo, televisão, banda desenhada, videogames, etc.).

O Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa em versão eletrónica  será disponibilizado em website próprio, na sequência da apresentação.

dpfp-2

Deixe um comentário

Filed under Dicionário, Uncategorized

Personagem e jornalismo digital

Considerando que todos os textos jornalísticos são narrativas  e que a personagem é uma das categorias centrais do texto narrativo, o presente trabalho, da autoria de Inês Marques, pretende, através do cruzamento entre os Estudos Narrativos e as Ciências da Comunicação, contribuir para o estudo da personagem em narrativas jornalísticas digitais.

doc2-page00011

Para tal, recorre-se ao confronto entre a bibliografia e um estudo de caso, com um corpus constituído por três séries de reportagens digitais, de três órgãos de comunicação social portugueses: Público, Expresso e Radio Renascença. Num primeiro momento, apresentamos  o  estado da arte, em que é feita a primeira abordagem ao tema do trabalho, articulando a teoria da personagem com as questões relacionadas com o ambiente digital.

De seguida, e teorizada a personagem na narrativa jornalística, com base nas teorias construtivistas do jornalismo e na adaptação das teorias sobre a personagem ficcional, definindo-se aí que a personagem jornalística como “qualquer figura – individual ou coletiva –, constante de uma narrativa jornalística, ao serviço de objetivos informativos e comunicacionais, construída de acordo com uma seleção de características de uma pessoa com existência empírica”. Posteriormente, a narrativa e mais precisamente a reportagem é caracterizada em ambiente digital, identificando-se o que a personagem pode ganhar ao ser construída nesse contexto, tirando partido, essencialmente, das características inerentes a esse meio:  hipertextual idade, não-linearidade, interatividade, convergência, multiplataforma, transmedialidade, imersão e multimodalidade. Antes de concluir, são apresentados os resultados do estudo de caso, bem como o  modelo de análise de personagens jornalísticas criado para analisar  o corpus, que cruza os modelos de analise de personagens ficcionais com as técnicas de analise dos media, nomeadamente a analise de conteúdo e a análise do discurso.

(do Resumo, adaptado)

 

scan

 

 

Deixe um comentário

Filed under Jornalismo digital

Refiguração e sobrevida: da crónica à TV

nelson-rodrigues-12A dissertação Sobrevida das Personagens de A Vida como ela é… Refiguração seriada, da autoria de Nayane Taniguchi Cunha, reflete sobre a sobrevida de Sandra, Luci, Moema e Solange, de A vida como ela é…, personagens que transcendem as crónicas  escritas pelo jornalista brasileiro Nelson Rodrigues entre as décadas de 1950 e 1960 e ganham novas figuras, derivadas de um processo de transmediação. Pela análise dos episódios televisivos “O monstro”, “Uma senhora honesta”, “Fruto do amor” e “Dama do lotação”, que integram a série A vida como ela é…, observa-se como a linguagem desse meio introduz fatores que concretizam a refiguração dessas personagens no contexto televisivo.

Na televisão, os dispositivos retórico-discursivos, de ficcionalização e de conformação acional e comportamental, que compõem o processo de figuração das personagens na narrativa impressa, processam-se pela linguagem verbal oral, visual e auditiva, atribuindo-se ao casting fundamental importância. Na transposição dessas personagens para a série televisiva produzida pela Rede Globo, atenta-se ainda no lapso temporal entre a publicação das crónicas e a transmissão dos episódios em 1996 e as possíveis implicações existentes no processo de produção, de modo a adequar esse conteúdo televisivo às expectativas do público.

Enquanto produto, a série A vida como ela é…, mostra ao espectador da década de 1990  o estilo rodrigueano de retratar a sociedade carioca. Sob a tónica do adultério, o escritor apresenta as mulheres como protagonistas das histórias, representadas por tipos sociais característicos dessa temática: a amante, a fiel, a traída e a adúltera, que vivem conflitos acerca do amor, do desejo, da traição e da tragédia, em relatos que muito se aproximam dos contos literários. À luz da atual conformação dos estudos narrativos, caracterizada pela interdisciplinaridade e pela transnarratividade, este trabalho reafirma não só a valorização da personagem, mas também do estudo da narrativa aplicado em outros campos, como o da comunicação televisiva.

(do Resumo, adaptado)

nayane

Deixe um comentário

Filed under Crónica, Nelson Rodrigues, Refiguração, Sobrevida